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Bomba rotativa ou vibratória: como distinguir, diagnosticar e substituir

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A bomba rotativa de palhetas é acionada por um motor separado, debita um caudal contínuo e regula a pressão no seu próprio by-pass; é a solução habitual nas máquinas profissionais ligadas à rede de água. A bomba vibratória é um pequeno êmbolo eletromagnético, compacto e de serviço intermitente, cuja pressão é limitada por uma válvula externa.

Qual é a diferença entre uma bomba rotativa e uma bomba vibratória?

A diferença está na forma de comprimir a água. Na bomba rotativa de palhetas, um motor elétrico separado faz girar um rotor com palhetas de grafite; o caudal é contínuo e o excesso regressa à aspiração por um by-pass regulável. Na bomba vibratória, uma bobina faz oscilar um pequeno êmbolo; o caudal é pulsado e a pressão é limitada por uma válvula montada a seguir à bomba.

CaracterísticaRotativa de palhetasVibratória
CaudalContínuo; 70 a 400 l/h nominais na série Fluid-o-Tech PO 70-400Pulsado; no máximo 650 cm³/min (cerca de 39 l/h) na CEME/Ulka E5
Pressão máxima16 bar de descarga (série PO 70-400)15 bar (E5)
Regulação da pressãoBy-pass integrado, nas versões que o têmVálvula de expansão (OPV) externa
Ligações3/8″ GAS ou NPTEntrada para tubo flexível, saída de 1/8″

Valores dos fabricantes para estas duas séries; noutros modelos, vale a etiqueta da bomba.

Como saber que tipo de bomba tem a minha máquina?

Procure o motor. Uma cabeça metálica com duas ligações roscadas de 3/8″, presa à ponta de um motor elétrico, é uma bomba rotativa; pode estar dentro da máquina ou no exterior, debaixo do balcão. Um corpo pequeno com uma bobina, dois terminais elétricos e uma entrada para tubo flexível é uma bomba vibratória.

Em regra, as máquinas profissionais ligadas à rede de água usam bomba rotativa e as compactas com depósito usam bomba vibratória. Anote os dados da etiqueta (fabricante, modelo, caudal ou potência) antes de pedir uma peça.

Que sintomas indicam uma bomba com avaria?

Os sinais mais frequentes são pressão que não chega ao valor regulado ou que oscila, ruído novo, fuga de água e motor que não roda. Numa bomba rotativa, cada sintoma tem uma causa provável:

  • Pressão baixa ou instável durante a extração: desgaste das peças de grafite, by-pass sujo ou gasto, ou falta de água à entrada.
  • Ruído: um filtro sujo ou uma alimentação insuficiente provocam cavitação, que se ouve e acelera o desgaste interno.
  • Fuga pelos orifícios de drenagem: uma fuga persistente aponta para o vedante mecânico, que se desgasta depressa quando a bomba trabalha a seco.
  • Motor parado ou proteção térmica a disparar: a bomba pode estar bloqueada, por exemplo por um corpo estranho, e nesse caso os manuais das máquinas indicam a sua substituição.

Numa bomba vibratória, os sinais habituais são a perda de pressão e de caudal; exclua primeiro a falta de água ou a entrada de ar na aspiração e uma válvula de expansão que abre cedo demais.

O que verificar antes de substituir a bomba?

Confirme primeiro que o problema não está antes nem depois da bomba: uma bomba nova não resolve uma alimentação deficiente.

  • Água à entrada: torneira aberta, tubo sem dobras e pressão da rede dentro do intervalo do manual: 2 a 6 bar na La Marzocco Linea Classic; 1 a 5 bar nas Astoria e Wega, com redutor de pressão acima desse valor.
  • Filtro da bomba: os manuais apontam o filtro de entrada obstruído como causa de falta de água; limpe-o ou substitua-o.
  • Manómetro: um manómetro avariado dá leituras erradas com a bomba em bom estado.
  • By-pass: se a pressão não reage ao parafuso de regulação, o by-pass pode estar sujo ou gasto; em algumas bombas, o pistão do by-pass existe como peça separada.

Bombas e pistões de by-pass estão em Válvulas e Bombas; os filtros de bomba, em Filtros e Chuveiros.

Como escolher e montar a bomba de substituição?

Escolha uma bomba do mesmo tipo, com o mesmo caudal nominal, a mesma fixação e as mesmas ligações da que está montada. Bombas da mesma série podem ser iguais por fora e ter caudais diferentes, e o fabricante avisa que um caudal diferente pode danificar a instalação, o motor e a própria bomba.

  • Caudal nominal em l/h, lido na etiqueta.
  • Fixação ao motor: abraçadeira (clamp) ou flange de parafusos.
  • Ligações: 3/8″ GAS ou NPT, que não são intermutáveis.
  • By-pass e material: com ou sem válvula integrada; corpo em latão, latão de baixo teor de chumbo ou aço inoxidável.
  • Bomba vibratória: tensão, frequência, potência e tipo de ligações.

Na montagem, mantenha as tampas de proteção das ligações até enroscar os acessórios, confirme que o veio roda livremente depois de acoplar a bomba ao motor, monte a montante um filtro que retenha partículas acima de 10 µm (a Fluid-o-Tech indica que partículas maiores desgastam depressa a grafite) e garanta que há água na aspiração antes do arranque. No fim, a pressão tem de ser regulada de novo. Os acessórios de ligação estão em Tubagens e Ligações.

Perguntas frequentes

Posso trocar uma bomba vibratória por uma rotativa?
Não como troca direta. A bomba rotativa precisa de motor, de espaço, de outra ligação hidráulica e de outra forma de regular a pressão: é uma conversão, não uma substituição. Numa reparação, monta-se uma bomba do mesmo tipo.
Uma bomba rotativa pode trabalhar a seco?
Não. Embora seja autoferrante, o funcionamento a seco provoca sobreaquecimento e desgaste rápido do vedante mecânico e das peças internas, segundo as instruções da Fluid-o-Tech.
É normal uma bomba rotativa nova pingar?
Algumas gotas pelos orifícios de drenagem nas primeiras horas de funcionamento são consideradas normais pelo fabricante. Se a fuga continuar depois desse período, a bomba deve ser verificada.

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